quarta-feira, 20 de maio de 2009

Anjos e Demônios



Após o Código Da Vinci, mais uma obra polêmica de Dan Brown é adaptada às telas do cinema. Dirigido por Ron Howard (Frost/Nixon, Uma Mente Brilhante, O Código Da Vinci, Cocoon, Apollo 13), Anjos e Demônios traz ao público mais um caso do Professor de Harvard, Robert Langdon, que, dessa vez, precisa desvendar um mistério no Vaticano, envolvendo a Igreja Católica e uma sociedade secreta extinta, na qual seus membros são chamados de “Illuminati”. Na trama, tal sociedade secreta ressurge para se vingar da Igreja Católica, que teria massacrado os Illuminati, há 400 anos. O conclave que elegerá o novo papa está sendo realizado no Vaticano, e quatro dos cardeais mais cotados para a sucessão são sequestrados. Robert Langdon precisa correr contra o tempo e desvendar as pistas e mistérios para resgatar os quatro cardeais e descobrir o refúgio secreto dos Illuminati, onde está localizada a chamada “anti-matéria” – uma poderosa fonte de energia que poderá explodir todo o Vaticano – que fora roubada de cientistas italianos. No elenco, Tom Hanks é mais uma vez o protagonista, dessa vez acompanhado por Ayelet Zurer (Vittoria Vetra), Ewan McGregor (Carmelengo Patrick McKenna) e Stelan Skarsgard (Comandante Ritcher).

Diferente da saga da literatura – na qual Anjos e Demônios precede o Código Da Vinci –, o novo filme é, de fato, o segundo da série, ou seja, acontece após o Código Da Vinci.

A versão cinematográfica de Anjos e Demônios não é muito fiel à obra da qual foi adaptada. Os fãs do livro de Dan Brown podem ficar um pouco decepcionados. É importante lembrar, contudo, que é praticamente impossível escrever um roteiro de cinema exatamente igual ao livro. Além do tempo – qualquer livro transformado em filme na íntegra duraria bem mais de duas horas – há cenas que simplesmente não ficam boas quando adaptadas ao cinema. Um exemplo do filme é a cena do helicóptero (quem leu o livro vai lembrar): na obra de Dan Brown, Robert Langdon está a bordo do helicóptero junto com o Carmelengo; no filme, porém, o Carmelengo decola sozinho – o que, convenhamos, foi bem melhor, porque no livro Langdon salta do helicóptero para se salvar. Quando lemos o livro, que conta com a descrição e a boa escrita de Dan Brown, a cena é convincente. Mas, no cinema, ficaria péssima e exagerada. Alguns nomes de personagens também foram modificados, o que não afeta a trama em si, mas pode incomodar os fãs dos livros.
Em termos cinematográficos, porém, o filme é muito bom. Os efeitos especiais são ótimos – principalmente na cena da explosão da antimatéria – e tenho certeza que os fãs assíduos do livro ficarão satisfeitos com esse aspecto. Foi necessário construir uma réplica em tamanho real da Praça de São Pedro, já que o Vaticano não concedeu sua permissão para que as cenas fossem gravadas no local. Então, a direção de arte merece os parabéns, porque o cenário ficou ótimo.

Anjos e Demônios é tão bom (ou melhor) quanto o Código Da Vinci, em termos de roteiro consistente, efeitos especiais, atuação, direção, câmeras. No entanto, se formos pensar nos livros, O Código Da Vinci foi melhor adaptado às telas, no que diz respeito à fidelidade à versão literária.

É a quarta vez que o diretor Ron Howard trabalha com Tom Hanks. Além de Anjos e Demônios, ambos trabalharam em O Código Da Vinci, Apollo 13 e Splash – Uma Sereia em Minha Vida. Tom Hanks também já havia trabalhado com Stelan Skarsgard, em Mamma Mia, filme no qual Tom Hanks foi produtor executivo.
Assista, abaixo, ao trailer do filme.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Músicos da Noite

Pessoal,
Dessa vez, o post é de divulgação! hahaha
Eu criei um novo blog (que também é um trabalho para faculdade) com mais três colegas! O tema do blog é uma outra grande paixão, que eu conservo desde pequena: música!
Estamos escrevendo sobre as bandas/cantores que tocam nos bares e baladas de São Paulo e Rio de Janeiro. Se você gosta de música, dá um pulo lá: http://musicosdanoite.wordpress.com
Vale a pena!

sábado, 14 de março de 2009

8 Oscars?


Fui assistir a Quem Quer Ser um Milionário? somente na sexta feira passada; por isso que ainda não havia escrito nada sobre ele aqui e nem tinha comentado sobre as premiações do Oscar.

No entanto, antes de comentar o Oscar, vou revelar as minhas impressões de Quem Quer Ser um Milionário?. Adorei o filme. Tem um roteiro bem segmentado, e eu gostei muito da intercalação que fizeram, ora mostrando as lembranças do protagonista Jamal, ora motrando o tempo presente, ou seja, o programa de tv. A direção de Danny Boyle foi boa, assim como as atuações. Porém, acho que o ponto alto do filme é a movimentação das câmeras que estavam bem interessantes.

É importante lembrar que a carreira de Danny Boyle deu um salto: para quem dirigiu um filme horrível como Sunshine - Alerta Solar, ganhar o Oscar, o Bafta e o Globo de Ouro por melhor direção é uma glória enorme.

Não vou me prolongar muito em sinopse, como geralmente faço, porque, convenhamos, faz tempo que o filme foi lançado e várias pessoas já assistiram.

Bom, antes de mais nada, é bom citar os oito Oscars que quem quer ser um milionário? ganhou: Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Roteiro Adaptado, Fotografia, Trilha Sonora, Melhor Edição, Melhor Canção Original e Melhor Mixagem de Som.

Concordo com quase todos eles, exceto por Melhor Filme e Melhor Direção. Eu acho que O Curioso Caso de Benjamin Button merecia esses prêmios. No entanto, quando O Casamento de Rachel foi indicado a Melhor Filme, já deu para perceber que os jurados estavam inclinados a dar o Oscar a um filme menos... industrial, digamos assim. Sejamos francos, eles estavam mesmo com vontade de premiar um filme mais alternativo. Mas isso para mim não importa. O Curioso Caso de Benjamin Button mereceu ganhar Melhor Filme e Melhor Direção (David Fincher).

Não estou dizendo que Quem Quer Ser um Milionário? é ruim - eu gostei do filme. Só acho que o Curioso Caso de Benjamin Button foi bem melhor e não merecia ter ganhado somente Direção de Arte, Maquiagem e Efeitos Especiais.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Verônica


Estreou na última sexta-feira o filme nacional Verônica. Na trama, Andréa Beltrão interpreta Verônica, uma professora da rede pública que se vê de repente envolvida com policiais corruptos e traficantes. Os pais de seu aluno, Leandro, são brutalmente assassinados. Agora cabe à Verônica fugir com o menino, que também é alvo dos traficantes. O problema é que Leandro carrega consigo uma prova – descoberta por seu pai – de que policiais estavam envolvidos no tráfico.


Verônica apresenta uma história interessante e envolvente, com cenas de suspense e ação. Apesar disso, o filme não é dos melhores. No entanto, se forem considerados os trabalhos anteriores do diretor Maurício Farias (O Coronel e o Lobisomem, e a Grande Família – O Filme), pode-se perceber que houve um grande avanço, já que, na minha opinião, seus filmes anteriores são classificados como ruins (apesar dos elencos), e Verônica progrediu para o bom.


O filme conta com boas atuações de Andréa Beltrão, Marco Ricca (que interpreta o policial Paulo) e Matheus de Sá (Leandro). A edição, câmeras e som são muito bons. O que deixa um pouco a desejar é o roteiro; a impressão que dá é que não conseguiram arranjar um bom final para o filme.

Noivas em Guerra


O diretor Gary Winick (A Menina e o Porquinho, De Repente 30) lança seu novo filme Noivas em Guerra, uma comédia romântica que tem uma receita de sucesso. O segredo? As queridinhas das comédias americanas, Kate Hudson e Anne Hathaway.


O filme conta a história de duas amigas inseparáveis, Liz (Hudson) e Emma (Hathaway) que, desde pequenas, sonham com o casamento perfeito: uma grande cerimônia, realizada no mês de junho no Hotel Plaza, local famoso por ter sediado os casamentos mais glamourosos de Nova Iorque. Por um truque do destino, ambas recebem propostas de casamento praticamente no mesmo dia. Como amigas inseparáveis que são, Liz e Emma vão juntas marcar as datas de seus respectivos casamentos no – obviamente – Hotel Plaza. No entanto, por um erro da secretária, as cerimônias são marcadas exatamente no mesmo dia. A solução óbvia era alguma delas ceder e marcar seu casamento em outra data. Essa outra data, no entanto, seria dali a três anos. A partir daí, começa uma verdadeira guerra entre as duas (ex) melhores amigas. À vencedora, o casamento dos sonhos.


Como a maioria das comédias românticas, Noivas em Guerra – assim como De Repente 30 - é um filme leve, engraçado, ideal para aquelas tardes chuvosas. É um longa metragem que não tem um bom roteiro, nem uma história espetacular. Como já foi dito, o ingrediente secreto são as duas protagonistas. Anne Hathaway fez um ótimo trabalho incorporando a personagem 99, de Agente 86. No entanto, ela também vem provando a todos que é mais do que uma boa atriz de comédia – foi indicada recentemente ao Oscar de Melhor Atriz, por O Casamento de Rachel, que estréia no próximo dia 13. Kate Hudson, por sua vez, fixa-se cada vez mais no gênero humorístico, agradando às grandes massas de espectadores. Porém, ela também já mostrou que pode arrepiar o público em filmes de suspense, como A Chave Mestra.


Noivas em Guerra é uma boa dica para quem precisa relaxar, esquecer os problemas e rir um pouco. Se você, leitor, procura um filme mais intenso, no entanto, é bom dar uma olhadinha na lista dos Indicados ao Oscar 2009.

Indicados ao Oscar 2009

Para os interessados, segue a lista dos filmes indicados ao Oscar, divulgada no último dia 22.



Melhor filme
"O Curioso Caso de Benjamin Button"
"Frost/Nixon"
"Milk - A Voz da Igualdade"
"O Leitor"
"Quem Quer Ser um Milionário?"


Melhor diretor
Stephen Daldry, por "O Leitor"
Ron Howard, por "Frost/Nixon"
David Fincher, por "O Curioso Caso de Benjamin Button"
Gus Van Sant, por "Milk - A Voz da Igualdade"
Danny Boyle, por "Quem Quer Ser um Milionário?"


Melhor filme estrangeiro
"Departures" (partidas, em tradução livre), do Japão
"Revanche", da Áustria
"The Baader Meinhoff Complex" (O Grupo Baader Meinhoff), Alemanha
"Entre os Muros da Escola", França
"Valsa com Bashir", Israel


Melhor atriz
Anne Hathaway, por "O Casamento de Rachel"
Angelina Jolie, por "A Troca"
Melissa Leo, por "Rio Congelado"
Meryl Streep, por "Dúvida"
Kate Winslet, por "O Leitor"


Melhor ator
Sean Penn, por "Milk - A Voz da Igualdade"
Mickey Rourke, por "O Lutador"
Richard Jenkins, "The Visitor"
Frank Langella, "Frost Nixon"
Brad Pitt, "O Curioso Caso de Benjamin Button"


Melhor ator coadjuvante
Josh Brolin, por "Milk - A Voz da Igualdade"
Robert Downey Jr, por "Trovão Tropical"
Philip Seymour Hoffman, por "Dúvida"
Heath Ledger, por "Batman - O Cavaleiro das Trevas"
Michael Shannon, por "Foi Apenas um Sonho"


Melhor atriz coadjuvante
Amy Adams, por "Dúvida"
Penélope Cruz, por "Vicky Cristina Barcelona" (ver crítica http://doidosporcinema.blogspot.com/2008/11/vicky-cristina-barcelona.html)
Taraji P. Henson, por "O Curioso Caso de Benjamin Button"
Viola Davis, por "Dúvida"Marisa Tomei, por "O Lutador"


Melhor roteiro original
"Na Mira do Chefe"
"Rio Congelado"
"Simplesmente Feliz"
"Milk - A Voz da Igualdade"
"Wall-E"


Melhor roteiro adaptado
"Quem Quer Ser um Milionário?"
"O Curioso Caso de Benjamin Button"
"Dúvida"
"Frost/Nixon"
"O Leitor"


Melhor filme de animação
"Wall-E"
"Bolt -Supercão"
"Kung-Fu Panda"


Melhor direção de arte
"A Troca"
"O Curioso Caso de Benjamin Button"
"Batman - O Cavaleiro das Trevas"
"A Duquesa"
"Foi Apenas um Sonho"


Melhor canção original
"Down to Earth", de "WALL-E", por Peter Gabriel and Thomas Newman
"Jai Ho", de "Quem Quer Ser um Milionário?", por A.R. Rahman and Gulzar
"O Saya", de "Quem Quer Ser um Milionário?", por A.R. Rahman and Maya Arulpragasam


Melhor trilha sonora
"O Curioso Caso de Benjamin Button"
"Defiance"
"Milk - A Voz da Igualdade"
"Quem Quer Ser um Milionário?"
"Wall-E"


Melhor edição de som
"Batman - O Cavaleiro das Trevas"
"Homem de Ferro"
"Quem Quer Ser um Milionário?"
"Wall-E"
"O Procurado" (ver crítica http://doidosporcinema.blogspot.com/2008/08/o-procurado.html)


Melhor mixagem de som
"O Curioso Caso de Benjamin Button"
"Batman - O Cavaleiro das Trevas"
"Quem Quer Ser um Milionário?"
"Wall-E"
"O Procurado"


Melhor efeito especial
"O Curioso Caso de Benjamin Button"
"Batman - O Cavaleiro das Trevas"
"Homem de Ferro"


Melhor curta-metragem
"Auf der Strecke (On the Line)"
"Manon on the Asphalt"
"New Boy"
"The Pig"
"Spielzeugland (Toyland)"


Melhor curta-metragem de animação
"La Maison en Petits Cubes"
"Lavatory - Lovestory"
"Oktapodi"
"Presto"
"This Way Up"


Melhor maquiagem
"O Curioso Caso de Benjamin Button"
"Batman - O Cavaleiro das Trevas"
"Hellboy 2 - O Exército Dourado"


Melhor edição
"O Curioso Caso de Benjamin Button"
"Batman - O Cavaleiro das Trevas"
"Frost Nixon"
"Milk - A Voz da Igualdade"
"Quem Quer Ser um Milionário?"


Melhor fotografia
"A Troca"
"O Curioso Caso de Benjamin Button"
"Batman - O Cavaleiro das Trevas"
"O Leitor"
"Quem Quer Ser um Milionário?"


Melhor figurino
"Austrália"
"O Curioso Caso de Benjamin Button"
"A Duquesa"
"Milk - A Voz da Igualdade"
"Foi Apenas um Sonho"


Melhor documentário
"The Betrayal (Nerakhoon)"
"Encounters at the End of the World"
"The Garden,"
"Man on Wire"
"Trouble the Water"


Melhor documentário curta-metragem
"The Conscience of Nhem En"
"The Final Inch"
"Smile Pinki"
"The Witness - From the Balcony of Room 306"

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Sim Senhor?


Estreou hoje no Brasil o filme protagonizado e produzido por Jim Carrey, Sim Senhor (Yes Man). Se você é fã do ator, diga “sim” a Sim Senhor. Caso contrário, é melhor dar uma resposta negativa porque, como sempre, Jim Carrey continua com as mesmas piadas e expressões dos outros filmes – talvez um pouco menos exageradas dessa vez.


Sim Senhor conta a história de Carl Allen (Carrey), um homem frustrado e deprimido com a própria vida, que decide se juntar a um programa de auto-ajuda no qual o fundamento básico é dizer “Sim!”. Sim a novas experiências, a novas oportunidades, a novas amizades e relacionamentos.


O filme foi baseado no livro escrito por Danny Wallace, um jornalista britânico que passou 6 meses literalmente – e realmente! - dizendo “sim” a todas as propostas e oportunidades que lhe apareciam.


Sim Senhor é dirigido por Peyton Reed, diretor que está se tornando famoso por comédias medianas, como Teenagers – As Apimentadas (2000) e Separados pelo Casamento (2006). Assim, como Sim Senhor, são filmes que são “passatempos” e que podem arrancar uma risadinha do espectador de vez em quando.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Madagascar de novo, com estilo



Foi lançado, na última sexta feira, o mais novo filme de animação da DreamWorks, Magascar 2. O filme – como o próprio nome sugere – é a continuação do primeiro. Na nova trama, os animais do zoológico tentam voltar à cidade de Nova Iorque, com a ajuda do hilário quarteto de pingüins. O avião no qual viajavam, no entanto, cai no continente africano. Os animais urbanos, então, se vêem no meio de uma reserva ambiental em plena savana, e agora terão que tentar se adaptar a viver em bando com outros animais de suas espécies.

Quando a segunda parte de algum filme é lançada, o primeiro pensamento que ocorre à maioria das pessoas é algo como: “Ihh, segundo filme? Não sei, não...”. Esse é um medo comum, de que o segundo filme seja horrível. O receio aumenta ainda mais quando o primeiro filme – no caso, Madagascar – foi um sucesso.
Quanto a isso, fiquem tranqüilos: Madagascar 2 é ótimo. Não como o primeiro, claro. No primeiro, é tudo novidade – personagens novos, situações inusitadas, design de animação nunca antes visto. Mas nem por isso Madagascar 2 deixa a desejar. Os personagens principais foram mantidos (o leão Alex, a giarafa Melman, o hipopótamo Gloria, a zebra Marty. Até mesmo os lêmures e a velhinha mal encarada do primeiro filme estão presentes), portanto, o nível de piadas e cenas hilariantes também permanece firme e forte.

Na versão legendada, a segunda parte da trama também conta com as vozes talentosas de Ben Stiller, David Schwimmer, Chris Rock, Jada Pinkett Smith e Sasha Baron Cohen. Em português, Heloísa Périssé e Sérgio Loroza emprestam suas vozes aos personagens.

Não se preocupe se você não assistiu ao filme anterior – é perfeitamente possível ver Madagascar 2 e entender o filme (com exceção de algumas piadinhas com base no primeiro). Mas quer a minha opinião? Assista a Madagascar.

Madagascar 2 – assim como o primeiro – garante diversão para todas as idades e vai te arrancar boas risadas. Com certeza, você vai querer assistir mais de uma vez.

domingo, 16 de novembro de 2008

Mês de Novembro - Nas Locadoras

Confira os filmes que chegam em DVD às locadoras no mês de novembro.




A partir do dia 17/11 – A Caçada
Simon (Richard Gere) é um jornalista que, ao lado do câmera Duck (Terrence Howard), já realizou grandes coberturas de guerra. Após testemunhar um massacre na Bósnia, Simon briga com sua emissora e desaparece. Anos depois Duck retorna ao país e lá é contactado por Simon, que possui pistas sobre o paradeiro do Raposa (Ljubomir Kerekes), o pior criminoso de guerra local e que tem uma recompensa de US$ 5 milhões por sua captura. Confundidos com agentes da CIA e agindo contra as ordens da ONU, Duck e Simon decidem partir em sua procura. Dirigido por Richard Shepard.


A partir do dia 19/11Múmia – A Tumba do Imperador Dragão

A franquia A Múmia dá uma mágica reviravolta em direção à Ásia. Brendan Fraser retorna como o explorador Rick O’Connell para combater o imperador Han, um épico que vai das catacumbas da China antiga até o topo gélido do Himalaia. Rick é auxiliado na aventura por seu filho Alex, sua esposa Evelyn e seu cunhado Jonathan. Desta vez, os O’Connell devem parar um ameaçador guerreiro que desperta de uma maldição de dois mil anos. Com Jet Li. Dirigido por Rob Cohen.


A partir do dia 19/11 – O Reino Proibido
Um adolescente americano obcecado pelos filmes de kung fu faz uma extraordinária descoberta em uma pequena loja de penhores em Chinatown: o lendário bastão de monge, a arma perdida do sábio guerreiro, o Rei Macaco. Com a relíquia em mãos, o adolescente é inesperadamente levado ao incrível reino proibido. E na companhia dos mais poderosos guerreiros, segue na perigosa missão para libertar o Rei Macaco e devolver a harmonia ao povo da Montanha dos Cinco Elementos. Com Jet Li, Michael Angarano e Jackie Chan. Dirigido por Rob Minkoff.


A partir do dia 20/11 – O Banheiro do Papa
1998, cidade de Melo, na fronteira entre o Brasil e o Uruguai. O local está agitado, devido à visita em breve do Papa. Milhares de pessoas virão à cidade, o que anima a população local, que vê o evento como uma oportunidade para vender comida, bebida, bandeirinhas de papel, souvenires, medalhas comemorativas e os mais diversos badulaques. Beto (César Trancoso), um contrabandista, decide criar o Banheiro do Papa, onde as pessoas poderão se aliviar durante o evento. Mas para torná-lo realidade ele terá que realizar longas e arriscadas viagens até a fronteira, além de enfrentar sua esposa Carmen (Virginia Mendez) e o descontentamente de Silvia (Virginia Ruiz), sua filha, que sonha em ser radialista. Dirigido por César Charlone e Enrique Fernández.


A partir do dia 21/11 – Kung Fu Panda
O irreverente e preguiçoso panda chamado Po é o único capaz de salvar o Vale da Paz do vilão Tai Lung, um poseroso leopardo das neves. Com os ensinamentos de Shifu, Pó se torna um grande mestre do Kung Fu, à semelhança do Mestre Macaco, um exímio guerreiro que é tudo que o panda quer ser. Animação da Dreamworks, com as vozes de Jack Black, Dustin Hoffman, Angelina Jolie, Jackie Chan e Lucy Liu. Na versão em português, Juliana Paes e Lúcio Mauro Filho emprestam suas vozes. Dirigido por Mark Osborne e John Stevenson.


A parir do dia 26/11 – O Procurado
Wesley Gibson é um jovem de 25 anos de idade que não vê muito sentido na vida após o misterioso assassinato do pai. Tudo muda quando Wes conhece Fox (Angelina Jolie), uma mulher enigmática e sedutora que o contrata para uma sociedade secreta chamada de Fraternidade. O objetivo de Fox é treinar Wes para que ele se torne um assassino da Fraternidade, mas também se vingue da morte do pai. Aos poucos, no entanto, o rapaz vai descobrindo que o perigo está mais perto do que os olhos podem ver. Com James McAvoy e Morgan Freeman. Dirigido por Timur Bekmambetov. Para ler a crítica desse filme, clique aqui: http://doidosporcinema.blogspot.com/2008/08/o-procurado.html

sábado, 15 de novembro de 2008

Vicky Cristina Barcelona


Woody Allen volta às telas de cinema com Vicky Cristina Barcelona, escrito e dirigido pelo famoso cineasta. O filme carrega o humor afiado e o estilo único de Allen, além de contar com um ótimo elenco, composto por Scarlett Johansson, Rebecca Hall, Penélope Cruz e Javier Bardem.

A comédia romântica conta a história de duas amigas, Vicky (Rebecca Hall) e Cristina (Scarlett Johansson) que decidem passar o verão em – boviamente – Barcelona. Lá, conhecem o misterioso e sedutor pintor Juan Antonio (Bardem), cujo divórcio com a ex-esposa (Penélope Cruz) causou fofocas por toda a cidade devido às circunstâncias em que ocorreu: Juan Antonio sofreu uma tentativa de assassinato por parte da ex-esposa, Maria Elena. Juan Antonio propõe a Vicky e Cristina que passem o final de semana com ele em uma cidade próxima, Oviedo. Vicky, uma mulher sensata e noiva, recusa imediatamente, mas Cristina, que está sempre à procura do significado de amor e de uma nova paixão, aceita. As duas rumam, então, para o final de semana em Oviedo, que mudaria suas vidas.

Apesar de o novo filme de Woody Allen ser engraçado, gostoso de se assistir, e de passar uma mensagem legal ao espectador, o diretor e roteirista pecou em alguns aspectos. O personagem de Javier Bardem, apesar de bem interpretado pelo ator vencedor do Oscar, apresenta grande incoerências: pode-se perceber que ele começa o filme tendo um certo caráter, que muda ao longo da história. Woody Allen também poderia ter tratado Barcelona de uma forma, pois, apesar de ser o cenário do filme, ele a mostra com um olhar de turista.

Porém, os pontos positivos superam os negativos. O filme é atual, com situações e personagens que poderiam ser reais. Woody Allen aborda os aspectos da atualidade e aposta em um público contemporâneo e mais liberal, que possa aceitar o que é mostrado na obra. Se Vicky Cristina Barcelona tivesse sido lançado há uns dez anos, o público provavelmente ficaria escandalizado pelo perfil liberal da personagem de Scarlett Johansson. Isso é um ponto forte em Woody Allen: apesar de sua idade avançada, ele não se apegou às tradições de sua época e soube lidar e se adaptar a uma sociedade mais moderna, que aos poucos está se modificando e aceitando aspectos que antes não eram aceitos.

Vale à pena dar um destaque especial para Penélope Cruz, que é, de longe, quem tem a melhor personagem e quem melhor atou no filme.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

O Ensaio com leveza e profundidade


Após abrir o Festival de Cannes deste ano, o mais novo filme de Fernando Meirelles estréia no Brasil. Com um bom elenco e produção, o diretor apresenta a adaptação de uma das obras mais reverenciadas de José Saramago.

Ensaio Sobre a Cegueira” trouxe ao leitor – e traz agora ao espectador – a triste história de pessoas que foram infectadas por uma doença que se alastrou pela cidade. O sintoma? Uma cegueira branca, como leite. Assustado, o governo decide trancafiar os doentes em um manicômio abandonado, para que a cegueira não se espalhasse mais. Jogadas naquele lugar sem higiene e alimentação, as pessoas infectadas são obrigadas a viver como animais – ou pior.
Saramago faz, através de seu livro, uma forte crítica aos valores e ações da sociedade; críticas essas que Fernando Meirelles incorpora bem no filme.

Obviamente, o livro é muito mais intenso; mas é importante lembrar que o longa metragem é uma adaptação da obra, não uma reprodução idêntica. Li críticas por aí dizendo que Meirelles suavizou demais a história nas telas. Pergunto-me, então, se as pessoas que disseram isso ao menos leram o livro. O clássico escrito por Saramago é um dos mais fortes e impactantes que já li (e olha que já li uma quantidade considerável de livros); chegava a me sentir angustiada, nauseada, triste ao ler aquelas cenas horríveis, descritas por Saramago com uma maestria sem igual. Tenho certeza que, quando vistas em uma tela de cinema, tais sensações devem ser amplificadas. Confesso que fui assistir a Ensaio Sobre a Cegueira com um pouco de receio do que eu veria ali, pois não tinha certeza se conseguiria ver o que li. Senti-me extremamente aliviada e feliz com o jeito que Fernando Meirelles retratou o livro – de uma forma mais leve, sim, mas não menos profunda. Ele conseguiu transmitir as mensagens de Saramago sem que o público se sentisse angustiado (ou nauseado!) demais. E, mesmo assim, pessoas que não leram o livro de Saramago saíram da sessão comentando: “Gostei do filme... mas é muito forte!”.

Julianne Moore representa a esposa de um médico. Ela tenta acompanhar seu marido – que havia cegado – até o manicômio. Os policiais, no entanto, dizem a ela que somente os infectados podem entrar ali. Ela, então, decide mentir que contraiu a cegueira branca, para que pudesse acompanhar o marido. Conforme os dias passam no manicômio, o medo crescente de contrair a cegueira a invade, mas ela permanece imune. Dentre todos aqueles cegos, ela tinha o maior trunfo: sua visão estava intacta. O filme (assim como o livro) não dá explicações quanto à imunidade da mulher; fica ao encargo da interpretação de cada um.

Os personagens de Saramago – assim como no longa de Meirelles – não têm nomes. E, antes que as pessoas saiam reclamando por aí, é importante dizer a razão disso: na trama, as pessoas vivem como animais, perdem suas identidades dentro do manicômio. Ali, não são tratadas como gente; são vistas apenas como cegos contagiosos, um peso que assusta a sociedade mundial. Portanto, qual é a finalidade de dar nome ao personagens, se esses perderam suas identidades?

Não se sabe ao certo onde que se passa a história. Pode-se ver que a cidade do filme tem cenas de São Paulo: vemos o Viaduto do Chá, a Marginal Pinheiros, a Ponte Octávio Frias de Oliveira (que ainda estava em construção)... os policiais da cidade, no entanto, vestem uniformes americanos. As placas de ruas, as vitrines das lojas, os nomes das lanchonetes... tudo é em inglês. Há carros nacionais e importados andando para lá e para cá nas ruas... a razão da confusão? O próprio Saramago pediu para que não fosse possível saber onde a história acontece. Meirelles atendeu ao pedido de uma forma muito eficiente. Na minha opinião, a locação desconhecida reforça a crítica: ela é feita à sociedade mundial, não à nenhum município em particular.

Quanto às atuações, Julianne Moore e Gael García Bernal merecem destaque. Ela, como a mocinha. Ele, como o bandido. O restante do elenco – que conta com Mark Rufallo, Alice Braga e Danny Glover – também não deixa a desejar. É necessário mencionar também Don Mckellar, responsável pelo roteiro adaptado.

Apesar do que as outras críticas disseram, aqui vai meus sinceros parabéns a Fernando Meirelles e sua equipe.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Mamma Mia!


O musical “Mamma Mia!” estreou em 1999, em Londres. O sucesso foi tanto que, após 4 milhões de londrinos terem assistido à peça, ela chegou à Broadway, em 2001. E agora chega às telas de cinema do Brasil na próxima sexta feira, dia 12.
Mamma Mia! – O Filme” traz aos espectadores a história de Sophie (Amanda Seyfried), uma menina de vinte anos que vive em uma ilha grega chamada Kalokairi. Sophie está prestes a se casar e decide que convidará para a festa Sam Carmichael (Pierce Brosnan), Harry Bright (Colin Firth) e Bill Anderson (Stellan Skarsgard); todos os três são antigos namorados de sua mãe, Donna (Meryl Streep). A razão pela qual Sophie os convidou para o csamento? Bem... qualquer um dos três pode ser seu pai, e ela está disposta a fazer de tudo para descobrir a verdade.
A trilha sonora, formada por músicas da banda ABBA, é o ponto forte de Mamma Mia!. Os integrantes da banda Benny Anderson e Björn Ulvaeus fazem pontas no filme, aparecendo tocando piano durante a música “Dancing Queen” e como deuses gregos nos créditos do filme.
Antes das gravações, foi levantada a hipótese de compor uma música original para o filme, para que pudessem concorrer ao Oscar. A idéia, no entanto, foi descartada pela banda ABBA. Eles preferiram manter a fidelidade à peça de teatro, o que, na minha opinião, foi a coisa certa a se fazer.
Se é impossível concorrer ao Oscar de Melhor Canção ou Melhor Trilha Sonora (apenas canções originais feitas para os filmes podem concorrer), Mamma Mia! tem grandes chances de concorrer ao Oscar de Melhor Fotografia. A fotografia foi feita por Haris Zambarloukos, mas obviamente a paisagem grega ajudou.
A direção de arte também está de parabéns. Devido ao sol forte da Grécia, não foi possível gravar algumas cenas na ilha. Foram montados, então, cenários que reproduziram as casinhas e um pouco da paisagem da Grécia. O estúdio utilizado foi Pinewood Studios, usado pela primeira vez desde 2006 – depois das gravações de 007 – Cassino Royale, houve um incêndio.
O elenco escalado para Mamma Mia! é de primeira. No entanto, destaca-se novamente Meryl Streep, com sua enorme habilidade de interpretar personagens completamente diferentes a cada trabalho que faz. Quase não dá para acreditar que Miranda, de O Diabo Veste Prada, e Donna, de Mamma Mia!, são interpretadas pela mesma pessoa.
Essa foi a estréia de Phyllida Lloyd como diretora de cinema, mas não como diretora de Mamma Mia!, pois ela dirigia o espetáculo da Broadway.

Para os amantes de musicais, Mamma Mia! é imperdível.

domingo, 24 de agosto de 2008

O Procurado


Imagine que seu nome é Wesley Gibson. Você tem vinte e cinco anos e nunca fez nada de que se orgulhasse. Você trabalha em uma empresa como gerente de contabilidade, sofre todos os dias com uma chefa – para dizer o mínimo – desagradável, e ganha mal. Você sabe que seu melhor amigo e sua namorada o traem pelas suas costas, mas você é simplesmente covarde demais para fazer algo a respeito. Para completar, você sofre de ataques de ansiedade regularmente e tem que levar uma caixinha com remédios aonde quer que vá.
Essa é a vida do protagonista de O Procurado, interpretado por James McAvoy (o mesmo ator que interpretou o ingênuo médico Nicholas, em O Último Rei da Escócia). Essa vida, no entanto, está com os dias contados. Tudo vira de pernas para o ar quando ele descobre que seu pai pertencia a uma sociedade secreta chamada Fraternidade. Todos os membros de tal sociedade são assassinos altamente treinados, que matam pessoas que trariam desequilíbrio à humanidade. O pai de Wesley era um dos melhores e mais capazes assassinos; no entanto, ele é morto por Cross, que havia abandonado a Fraternidade e agora matava os membros um a um. Wesley é então recrutado pela bela Fox (Angelina Jolie), também pertencente à sociedade, e sua missão é matar o assassino de seu pai.
O Procurado é dirigido por Timur Bekmambetov e foi adaptado de quadrinhos criados por Mark Millar e J.G.Jones. A história, em si, não é das melhores. As cenas, no entanto, são incríveis – dignas de serem comparadas com a trilogia Matrix. Bekmambetov cuidou até dos mínimos detalhes – como a veia pulsante da testa de Wesley, nas cenas de ação. O departamento de efeitos especiais e visuais está mais do que de parabéns.
O Procurado está longe de ser classificado como “filmão”, em questões de roteiro e atuações (Angelina Jolie aparece com uma versão mais pesada da Sra. Smith, e Morgan Freeman não dá nenhum show). Mas pode ter certeza que os efeitos especiais não deixam nada a desejar.

sábado, 16 de agosto de 2008

Star Wars Jr.


Estreou hoje o mais novo episódio de George Lucas: Star Wars – Clone Wars (Guerras Clônicas). O longa metragem de animação se encaixa entre o Episódio II – Ataque dos Clones e o Episódio III – A Vingança dos Sith (ou, ao menos, foi o que a produção disse ao público).
Nesse novo episódio da série, Anakin Skywalker recebe uma “missão dupla”: resgatar o filho de Jabba, o Hutt, e, ao mesmo tempo, treinar sua nova Padawan, a jovem Ahsoka Tano. A galáxia sofre uma grande guerra civil, e é de extrema importância que Anakin e Ahsoka completem sua missão, para que Jabba, uma poderosa personalidade da galáxia, alie-se com a república. No entanto, não é apenas o lado da Luz que se interessa por tal aliado. O malvado Conde Dookan – acompanhado da sinistra Asajj Ventress – arma um plano para que Jabba fique do lado Negro da Força.
O desing dos personagens do filme não será novidade para quem costumava acompanhar os episódios de desenhos exibidos no Cartoon Network – a história, no entanto, é outra.
Diferente dos outros episódios da série, esse filme é dirigido por Dave Filoni; George Lucas atua apenas como produtor e é um dos roteiristas. Outra enorme diferença é que Clone Wars é um filme infantil, o que, de certo, não agradará os grandes fãs que acompanham a série desde o Episódio IV. Como o novo filme foi feito para as crianças, a história é bem “água com açúcar” e tem muito mais piadinhas do que o comum.
Entretanto, é difícil classificar Star Wars como um filme “infantil”. Apesar de Clone Wars ser inteiro de animação 3D (um fator que atrai muito as crianças) e ter uma trama mais leve, ainda há – como em todo Star Wars que se preze – discussões e disputas políticas. Não sei como uma criança entenderá que foi declarada a República, mas que outras pessoas querem um Império, e que, por isso, há inúmeras discussões no senado e guerras civis e, conseqüentemente, a Senadora Amidala precisa sempre negociar à favor da República, e os Jedis precisam lutar para manter a paz... Mas tudo bem. Tirando isso, as crianças gostam dos sabres de luz, das lutas e das piadinhas. Acho que George Lucas também percebeu que o público infantil não entenderia bem, porque, em Clone Wars, não há aquele típico letreiro amarelo no início do filme que explica a situação política e que vai desaparecendo no espaço – o que, na minha opinião, fez muita falta. O que é um filme de Star Wars sem o letreiro amarelo e a música do John Williams ao fundo?! Pelo menos, tem o “há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante...”.
Outro fator que deixa muito a desejar é que, apesar de Lucas ter dito que a nova história é uma transição do Episódio II para o Episódio III, Clone Wars definitivamente não termina na mesma situação que o Episódio III começa. Então, só me resta supor que, ou haverá mais um filme entre Clone Wars e o Episódio III, ou nada ficou bem explicado.
Nunca pensei que fosse dizer isso (e me dói dizer), mas não foi dessa vez, George Lucas.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Indiana Jones Está de Volta




Após 19 anos, Steven Spielberg e George Lucas lançam Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (Indiana Jones and the Kingdom of the Cristal Skull), o quarto filme da série.


A trama se passa no ano de 1957. Diferentemente dos outros capítulos, Indy (Harrison Ford) agora enfrenta os soviéticos, liderados por Irina Spalko (Cate Blanchett) – a “preferida” de Stalin. Após fugir de um encontro nada agradável com seus inimigos, Indy descobre que o governo americano (incluindo o FBI) o tem como suspeito, após suas ações relacionadas aos soviéticos. Jones, então, é demitido da faculdade e resolve sair da cidade. Ele conhece o jovem temperamental Mutt (Shia LaBeouf), que lhe faz uma proposta um tanto incomum: ajuda-lo a salvar a mãe (raptada no Peru) e encontrar a Caveira de Cristal de Akator, objeto almejado tanto por Jones quanto pelos soviéticos.


Certamente os fãs de Indiana Jones não vão se decepcionar com o novo filme, pois Spielberg e Lucas foram fiéis aos episódios anteriores. Há as mesmas pitadas de humor, as mesmas cenas de aventura (agora com um toque a mais da tecnologia), a mesma trilha sonora de John Williams e o mesmo mapa, no qual o avião deixa um rastro vermelho, mostrando por onde Indiana Jones viaja.


Um dos pontos mais fortes do filme é o fato que ninguém ignorou que os anos se passaram. Há até tiradas humorísticas em relação à idade – digamos assim – avançada de Indiana Jones.
O elenco recrutado para o filme é ótimo. Além de contar com o próprio Harrison Ford e Karen Allen (a Marion Ravenwood, de Os Caçadores da Arca Perdida), a obra também tem Cate Blanchett e Shia LaBeouf, que já havia trabalhado com Spielberg em Transformers, e em outros bons filmes, como Constantine e Eu, Robô. Na minha opinião, Shia LaBeouf é um dos nomes que tem futuro no cinema. E ele também não decepciona em Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal.


É importante dizer que esse filme tem um toque a mais de ficção que os outros; há fatos um tanto... sobrenaturais. Spielberg e Lucas ousaram no final. Apesar de resolver todos os enigmas da história, pode ser que haja quem não goste nem um pouco das soluções. Embora o final seja incomum, é criativo.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Só Muda o Nome


Estreou, na sexta feira passada, o filme O Melhor Amigo da Noiva (Made of Honor), dirigido por Paul Weiland. Mas, quem já viu O Casamento do Meu Melhor Amigo ou similares, poderia dizer que também já assistiu ao Melhor Amigo da Noiva. Só muda o nome.

O filme conta a história de Tom (Patrick Dempsey) e Hannah (Michelle Monaghan), que são amigos inseparáveis desde os tempos da faculdade. Apesar das noitadas de Tom com diversas mulheres, os dois costumam sair todos os dias. No entanto, Hannah viaja a Escócia a trabalho, durante seis semanas. Nesse meio tempo, Tom descobre estar apaixonado por ela e decide pedi-la em casamento assim que ela voltar aos EUA. Porém, Hannah retorna na companhia de um duque escocês, seu noivo, e convida Tom para ser a “madrinha” do casamento. Relutantemente, ele aceita e ganha a missão de acabar com o casamento da amiga.

Apesar de o roteiro nos apresentar uma história bem comum, o público dá boas risadas com as cenas. Há piadas inteligentes, bem diferentes daquelas que vemos nos chamados “besteróis americanos”.

Paul Weiland fez um ótimo trabalho na direção. As cenas são bem montadas, e as câmeras foram muito bem usadas durante todo o filme. Um exemplo disso é a cena em que Tom descobre que sua melhor amiga vai se casar. Enquanto ela despeja todas aquelas informações sobre ele, a câmera começa a rodar em volta dos dois. O espectador começa a ficar confuso e atordoado, assim como o personagem Tom.

A fotografia – feita por Tony Pierce-Roberts – também é um ponto forte do filme. Na maioria do tempo, a trama se desenvolve na Escócia, com seus lindos campos, montanhas e lagos.

O Melhor Amigo da Noiva é mais um daqueles filminhos para relaxar e dar boas risadas. Mas, se você, leitor, estiver procurando algo com uma trama super bem elaborada e fortes emoções, esse não é o filme correto para se assistir.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Speed Racer e seu show de imagens


O filme Speed Racer pode não agradar a todos os públicos. Mas quem gostava do desenho animado – que foi ao ar no Brasil desde 1972 até 1994 – certamente irá ficar hipnotizado pelo filme. E não é para menos: Speed Racer é dirigido e escrito pelos irmãos Andy e Larry Wachowski, os famosos diretores da revolucionária trilogia Matrix.

Os irmãos Wachowski conseguiram fazer um filme que se parece com um desenho animado. O filme foi montado e editado exatamente como o desenho: câmeras que giram, cenas que mudam de forma inusitada. Parece realmente que estamos assistindo ao mesmo desenho japonês dos anos 90.


E não foi só o estilo do desenho que eles seguiram à risca. A história e os personagens também são os mesmos do desenho; embora, obviamente, a animação tivesse muito mais corridas e acontecimentos. O filme apresenta a infância de Speed Racer, seu sonho de correr, a paixão pela família, a admiração pelo irmão mais velho, e o sofrimento quando o mesmo morreu em um acidente durante uma corrida. A trama tem início quando Speed (Emile Hirsch) decide recusar uma proposta feita por Royalton (Roger Allam), dono das Indústrias Royalton, patrocinadora dos melhores corredores. Speed descobre que Royalton armava todas as grandes corridas de carro e decide se juntar ao seu inimigo, o Corredor X (Matthew Fox), para derrubar toda essa farsa. Para isso, ambos devem vencer o rally mundial, no qual o irmão de Speed, Rex, morreu.


O elenco ainda conta com grandes atores: Christina Ricci, John Goodman e Susan Sarandon são algumas personalidades que deram sua graça no filme.


A história, os personagens, e os segredos da trama, no entanto, não serão novidades para quem era fã do desenho, devido à fidelidade dos irmãos Wachowski. Mas certamente irão se surpreender com os efeitos visuais, se divertir com as trapalhadas de Gorducho e Zequinha, e certamente vão matar um pouco da saudade de Speed Racer.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

O Surpreendente Homem de Ferro


Quando ouvi falar no filme “Homem de Ferro” (Iron Man) pela primeira vez, não me empolguei muito. Isso é um fato raro, visto que, geralmente, tenho um enorme interesse por super-heróis. O Homem de Ferro, no entanto, nunca me cativou muito. Isso acabou de mudar, pois assisti ao filme dirigido por Jon Favreau.
O milionário Tony Stark (Robert Downey Jr.) é dono de uma empresa que fabrica armas de última tecnologia. Stark viaja à Ásia para fazer uma demonstração de um novo míssil criado pelas Indústrias Stark. No entanto, ele é raptado por uma facção terrorista, que o mantém em cativeiro e o obriga a construir uma arma destruidora. Ao invés disso, Stark decide enganar seus seqüestradores e constrói um traje de ferro, que o ajuda a escapar do cativeiro. Quando volta aos Estados Unidos, ele começa a trabalhar em uma versão mais avançada desse traje e o usa para combater o crime, criando, assim, o Homem de Ferro.
Os roteiristas Art Marcum, Matt Holloway, Mark Fergus e Hawk Otsby detiveram-se à história original dos gibis. A única mudança é que, nos quadrinhos, Tony Stark é capturado na Guerra do Vietnã. No filme, o cenário foi mudado para a Guerra do Iraque, para que ficasse mais “atual”.
O super herói é muito bem interpretado pelo ator Robert Downey Jr, que conseguiu aplicar a medida de humor exata ao personagem. Rimos com as falas de Tony Stark, mas também percebemos que, antes do seqüestro, ele não era exatamente o que poderia ser chamada de “pessoal exemplar”; afinal, ele construía armas devastadoras que tiravam inúmeras vidas, bebia excessivamente e era um típico “mulherengo”. O elenco também é composto por ótimos atores, como Gwyneth Paltrow e Terrence Howard.
O Homem de Ferro é mais um daqueles super-heróis que não sofreu uma alteração genética e nem nasceu com super poderes. Ele é como o Batman, ou o Arqueiro Verde: seu verdadeiro poder são seus bilhões de dólares.
Os efeitos especiais utilizados no filme são muito bons, além de as cenas terem sido cuidadosamente planejadas e editadas. De um modo geral, o longa metragem foi muito bem montado.
Além dos aspectos de qualidade do filme, essa foi a primeira produção Marvel Entertainment sem a participação de qualquer outra distribuidora. A idéia de fazer um filme sobre o Homem de Ferro vem sendo considerada desde 1999, quando Quentin Tarantino (conhecido pelos filmes Kill Bill Volumes 1 e 2) foi o primeiro convidado a escrever e dirigir o longa metragem.
Os atores Nicolas Cage e Tom Cruise chegaram a manifestar interesse em interpretar Tony Stark, mas o papel ficou para Robert Downey Jr, que, como já foi dito, fez um ótimo trabalho.
Talvez a grande sacada do diretor Jon Favreau (que, primeiramente, foi convidado para dirigir o filme do Capitão América, a ser lançado em 2009) foi ter rodado o filme na Califórnia. Afinal, o público não agüenta mais ver super-heróis salvando Nova Iorque.
O filme, portanto, acabou por me surpreender em vários aspectos. O que eu estava esperando que fosse ruim mostrou-se ser suficientemente bom. Sou obrigada a tirar o chapéu para Jon Favreau e Robert Downey Jr. E, definitivamente, passarei a respeitar mais o Homem de Ferro.

sábado, 26 de abril de 2008

A Novela Três Vezes Amor



O filme Três Vezes Amor (Definitely, Maybe), escrito e dirigido por Adam Brooks, se assemelha às novelas que estamos acostumados a ver aqui no Brasil, só que com duas horas de duração.

Três Vezes Amor conta a história de Will (Ryan Reynolds), que está passando pelo árduo e doloroso processo de divórcio. Por causa disso, Will começa a ser insistentemente questionado por sua filha (interpretada pela pequena, mas brilhante, Abigail Breslin), que quer saber como os pais se conheceram. Will decide fazer uma brincadeira: ele trocaria o nome de três mulheres importantes que marcaram sua vida, e a garotinha teria de descobrir qual delas era sua mãe.

Brincadeira bonitinha? Doentia? Sim, um pouco das duas. Will começa a contar episódios amorosos de sua vida que, definitivamente, uma criança de dez anos não deveria ouvir. Mas, por incrível que pareça, a garota parece encarar tudo com naturalidade.

O elenco do filme é muito bom: ainda conta com Elizabeth Banks, Isla Fischer e Rachel Weisz. No entanto, a interpretação de Ryan Reynolds (que também atuou em filmes como Apenas Amigos e Antes que a Morte os Separe!) é apenas satisfatória. O ator tem muito mais potencial do que mostra em Três Vezes Amor. Eu estava esperando algo muito mais engraçado do que Reynolds nos apresenta.

O filme ficou muito longo. Como eu disse, ele parece uma novela, e sinto que tudo o que acontece ali poderia ser resumido em meia hora. Há muitos encontros e desencontros, e isso acaba cansando o espectador que é um pouco mais impaciente. Mas, certamente, Três Vezes Amor cativa os “românticos de plantão”.

domingo, 20 de abril de 2008

Super-Herói inusitado; comédia comum


Super-herói: o Filme não é nenhuma novidade para quem acompanhou a série Todo Mundo em Pânico. Não é à toa: Super-herói foi escrito e dirigido por Craig Manzin e produzido por David Zucker, os mesmos cineastas que fizeram todo mundo rir e ninguém entrar em pânico.
O filme é uma grande sátira de sagas de super-heróis, principalmente o famoso Homem Aranha. A história começa quando o estudante Rick Riker (Drake Bell) é picado por uma libélula geneticamente modificada. Após o anormal evento, Rick ganha poderes e decide usa-los para fazer o bem. Ou, pelo menos, tentar.
Sem dúvida, o filme é mais um besteirol americano. O espectador só senta na sua poltrona, ri de algumas boas piadas e vai para casa. Só isso. Como os filmes de Todo Mundo em Pânico, não há uma trama muito interessante (até porque ela é praticamente a mesma de o Homem Aranha) e o espectador não precisa necessariamente pensar ou fazer grandes reflexões ao longo do filme.
Certamente, os longas metragens classificados como “besteiróis” não são as melhores comédias. Não há piadas inteligentes e nem um roteiro com fundamento. Mas faz o tempo passar; é divertido.
O aspecto que eu mais admirava nos filmes da série Todo Mundo em Pânico era a criatividade de Craig Manzin e David Zucker para fazer alguma conexão entre três ou quatro outros filmes, que eram satirizados. A personagem protagonista Cindy (Anna Farris) passava por todas as tramas, e sua trajetória fazia completo sentido. No entanto, isso não ocorre em Super-Herói, pelo fato de que apenas o Homem Aranha é o filme usado como base para a trama (há também cenas de X-Men e Batman: Begins, mas são praticamente nulas).
Mas, de fato, Super-Herói tem algumas boas piadas ( e outras completamente desprezíveis). É um bom passatempo; aquelas famosa “sessão da tarde”. Se você está procurando por um filme assim, acabou de achar. Se esse não for o caso, é melhor procurar uma comédia com um roteiro mais bem fundado e com algum toque a mais de criatividade.