domingo, 24 de agosto de 2008

O Procurado


Imagine que seu nome é Wesley Gibson. Você tem vinte e cinco anos e nunca fez nada de que se orgulhasse. Você trabalha em uma empresa como gerente de contabilidade, sofre todos os dias com uma chefa – para dizer o mínimo – desagradável, e ganha mal. Você sabe que seu melhor amigo e sua namorada o traem pelas suas costas, mas você é simplesmente covarde demais para fazer algo a respeito. Para completar, você sofre de ataques de ansiedade regularmente e tem que levar uma caixinha com remédios aonde quer que vá.
Essa é a vida do protagonista de O Procurado, interpretado por James McAvoy (o mesmo ator que interpretou o ingênuo médico Nicholas, em O Último Rei da Escócia). Essa vida, no entanto, está com os dias contados. Tudo vira de pernas para o ar quando ele descobre que seu pai pertencia a uma sociedade secreta chamada Fraternidade. Todos os membros de tal sociedade são assassinos altamente treinados, que matam pessoas que trariam desequilíbrio à humanidade. O pai de Wesley era um dos melhores e mais capazes assassinos; no entanto, ele é morto por Cross, que havia abandonado a Fraternidade e agora matava os membros um a um. Wesley é então recrutado pela bela Fox (Angelina Jolie), também pertencente à sociedade, e sua missão é matar o assassino de seu pai.
O Procurado é dirigido por Timur Bekmambetov e foi adaptado de quadrinhos criados por Mark Millar e J.G.Jones. A história, em si, não é das melhores. As cenas, no entanto, são incríveis – dignas de serem comparadas com a trilogia Matrix. Bekmambetov cuidou até dos mínimos detalhes – como a veia pulsante da testa de Wesley, nas cenas de ação. O departamento de efeitos especiais e visuais está mais do que de parabéns.
O Procurado está longe de ser classificado como “filmão”, em questões de roteiro e atuações (Angelina Jolie aparece com uma versão mais pesada da Sra. Smith, e Morgan Freeman não dá nenhum show). Mas pode ter certeza que os efeitos especiais não deixam nada a desejar.

sábado, 16 de agosto de 2008

Star Wars Jr.


Estreou hoje o mais novo episódio de George Lucas: Star Wars – Clone Wars (Guerras Clônicas). O longa metragem de animação se encaixa entre o Episódio II – Ataque dos Clones e o Episódio III – A Vingança dos Sith (ou, ao menos, foi o que a produção disse ao público).
Nesse novo episódio da série, Anakin Skywalker recebe uma “missão dupla”: resgatar o filho de Jabba, o Hutt, e, ao mesmo tempo, treinar sua nova Padawan, a jovem Ahsoka Tano. A galáxia sofre uma grande guerra civil, e é de extrema importância que Anakin e Ahsoka completem sua missão, para que Jabba, uma poderosa personalidade da galáxia, alie-se com a república. No entanto, não é apenas o lado da Luz que se interessa por tal aliado. O malvado Conde Dookan – acompanhado da sinistra Asajj Ventress – arma um plano para que Jabba fique do lado Negro da Força.
O desing dos personagens do filme não será novidade para quem costumava acompanhar os episódios de desenhos exibidos no Cartoon Network – a história, no entanto, é outra.
Diferente dos outros episódios da série, esse filme é dirigido por Dave Filoni; George Lucas atua apenas como produtor e é um dos roteiristas. Outra enorme diferença é que Clone Wars é um filme infantil, o que, de certo, não agradará os grandes fãs que acompanham a série desde o Episódio IV. Como o novo filme foi feito para as crianças, a história é bem “água com açúcar” e tem muito mais piadinhas do que o comum.
Entretanto, é difícil classificar Star Wars como um filme “infantil”. Apesar de Clone Wars ser inteiro de animação 3D (um fator que atrai muito as crianças) e ter uma trama mais leve, ainda há – como em todo Star Wars que se preze – discussões e disputas políticas. Não sei como uma criança entenderá que foi declarada a República, mas que outras pessoas querem um Império, e que, por isso, há inúmeras discussões no senado e guerras civis e, conseqüentemente, a Senadora Amidala precisa sempre negociar à favor da República, e os Jedis precisam lutar para manter a paz... Mas tudo bem. Tirando isso, as crianças gostam dos sabres de luz, das lutas e das piadinhas. Acho que George Lucas também percebeu que o público infantil não entenderia bem, porque, em Clone Wars, não há aquele típico letreiro amarelo no início do filme que explica a situação política e que vai desaparecendo no espaço – o que, na minha opinião, fez muita falta. O que é um filme de Star Wars sem o letreiro amarelo e a música do John Williams ao fundo?! Pelo menos, tem o “há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante...”.
Outro fator que deixa muito a desejar é que, apesar de Lucas ter dito que a nova história é uma transição do Episódio II para o Episódio III, Clone Wars definitivamente não termina na mesma situação que o Episódio III começa. Então, só me resta supor que, ou haverá mais um filme entre Clone Wars e o Episódio III, ou nada ficou bem explicado.
Nunca pensei que fosse dizer isso (e me dói dizer), mas não foi dessa vez, George Lucas.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Indiana Jones Está de Volta




Após 19 anos, Steven Spielberg e George Lucas lançam Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (Indiana Jones and the Kingdom of the Cristal Skull), o quarto filme da série.


A trama se passa no ano de 1957. Diferentemente dos outros capítulos, Indy (Harrison Ford) agora enfrenta os soviéticos, liderados por Irina Spalko (Cate Blanchett) – a “preferida” de Stalin. Após fugir de um encontro nada agradável com seus inimigos, Indy descobre que o governo americano (incluindo o FBI) o tem como suspeito, após suas ações relacionadas aos soviéticos. Jones, então, é demitido da faculdade e resolve sair da cidade. Ele conhece o jovem temperamental Mutt (Shia LaBeouf), que lhe faz uma proposta um tanto incomum: ajuda-lo a salvar a mãe (raptada no Peru) e encontrar a Caveira de Cristal de Akator, objeto almejado tanto por Jones quanto pelos soviéticos.


Certamente os fãs de Indiana Jones não vão se decepcionar com o novo filme, pois Spielberg e Lucas foram fiéis aos episódios anteriores. Há as mesmas pitadas de humor, as mesmas cenas de aventura (agora com um toque a mais da tecnologia), a mesma trilha sonora de John Williams e o mesmo mapa, no qual o avião deixa um rastro vermelho, mostrando por onde Indiana Jones viaja.


Um dos pontos mais fortes do filme é o fato que ninguém ignorou que os anos se passaram. Há até tiradas humorísticas em relação à idade – digamos assim – avançada de Indiana Jones.
O elenco recrutado para o filme é ótimo. Além de contar com o próprio Harrison Ford e Karen Allen (a Marion Ravenwood, de Os Caçadores da Arca Perdida), a obra também tem Cate Blanchett e Shia LaBeouf, que já havia trabalhado com Spielberg em Transformers, e em outros bons filmes, como Constantine e Eu, Robô. Na minha opinião, Shia LaBeouf é um dos nomes que tem futuro no cinema. E ele também não decepciona em Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal.


É importante dizer que esse filme tem um toque a mais de ficção que os outros; há fatos um tanto... sobrenaturais. Spielberg e Lucas ousaram no final. Apesar de resolver todos os enigmas da história, pode ser que haja quem não goste nem um pouco das soluções. Embora o final seja incomum, é criativo.