terça-feira, 9 de setembro de 2008

Mamma Mia!


O musical “Mamma Mia!” estreou em 1999, em Londres. O sucesso foi tanto que, após 4 milhões de londrinos terem assistido à peça, ela chegou à Broadway, em 2001. E agora chega às telas de cinema do Brasil na próxima sexta feira, dia 12.
Mamma Mia! – O Filme” traz aos espectadores a história de Sophie (Amanda Seyfried), uma menina de vinte anos que vive em uma ilha grega chamada Kalokairi. Sophie está prestes a se casar e decide que convidará para a festa Sam Carmichael (Pierce Brosnan), Harry Bright (Colin Firth) e Bill Anderson (Stellan Skarsgard); todos os três são antigos namorados de sua mãe, Donna (Meryl Streep). A razão pela qual Sophie os convidou para o csamento? Bem... qualquer um dos três pode ser seu pai, e ela está disposta a fazer de tudo para descobrir a verdade.
A trilha sonora, formada por músicas da banda ABBA, é o ponto forte de Mamma Mia!. Os integrantes da banda Benny Anderson e Björn Ulvaeus fazem pontas no filme, aparecendo tocando piano durante a música “Dancing Queen” e como deuses gregos nos créditos do filme.
Antes das gravações, foi levantada a hipótese de compor uma música original para o filme, para que pudessem concorrer ao Oscar. A idéia, no entanto, foi descartada pela banda ABBA. Eles preferiram manter a fidelidade à peça de teatro, o que, na minha opinião, foi a coisa certa a se fazer.
Se é impossível concorrer ao Oscar de Melhor Canção ou Melhor Trilha Sonora (apenas canções originais feitas para os filmes podem concorrer), Mamma Mia! tem grandes chances de concorrer ao Oscar de Melhor Fotografia. A fotografia foi feita por Haris Zambarloukos, mas obviamente a paisagem grega ajudou.
A direção de arte também está de parabéns. Devido ao sol forte da Grécia, não foi possível gravar algumas cenas na ilha. Foram montados, então, cenários que reproduziram as casinhas e um pouco da paisagem da Grécia. O estúdio utilizado foi Pinewood Studios, usado pela primeira vez desde 2006 – depois das gravações de 007 – Cassino Royale, houve um incêndio.
O elenco escalado para Mamma Mia! é de primeira. No entanto, destaca-se novamente Meryl Streep, com sua enorme habilidade de interpretar personagens completamente diferentes a cada trabalho que faz. Quase não dá para acreditar que Miranda, de O Diabo Veste Prada, e Donna, de Mamma Mia!, são interpretadas pela mesma pessoa.
Essa foi a estréia de Phyllida Lloyd como diretora de cinema, mas não como diretora de Mamma Mia!, pois ela dirigia o espetáculo da Broadway.

Para os amantes de musicais, Mamma Mia! é imperdível.

domingo, 24 de agosto de 2008

O Procurado


Imagine que seu nome é Wesley Gibson. Você tem vinte e cinco anos e nunca fez nada de que se orgulhasse. Você trabalha em uma empresa como gerente de contabilidade, sofre todos os dias com uma chefa – para dizer o mínimo – desagradável, e ganha mal. Você sabe que seu melhor amigo e sua namorada o traem pelas suas costas, mas você é simplesmente covarde demais para fazer algo a respeito. Para completar, você sofre de ataques de ansiedade regularmente e tem que levar uma caixinha com remédios aonde quer que vá.
Essa é a vida do protagonista de O Procurado, interpretado por James McAvoy (o mesmo ator que interpretou o ingênuo médico Nicholas, em O Último Rei da Escócia). Essa vida, no entanto, está com os dias contados. Tudo vira de pernas para o ar quando ele descobre que seu pai pertencia a uma sociedade secreta chamada Fraternidade. Todos os membros de tal sociedade são assassinos altamente treinados, que matam pessoas que trariam desequilíbrio à humanidade. O pai de Wesley era um dos melhores e mais capazes assassinos; no entanto, ele é morto por Cross, que havia abandonado a Fraternidade e agora matava os membros um a um. Wesley é então recrutado pela bela Fox (Angelina Jolie), também pertencente à sociedade, e sua missão é matar o assassino de seu pai.
O Procurado é dirigido por Timur Bekmambetov e foi adaptado de quadrinhos criados por Mark Millar e J.G.Jones. A história, em si, não é das melhores. As cenas, no entanto, são incríveis – dignas de serem comparadas com a trilogia Matrix. Bekmambetov cuidou até dos mínimos detalhes – como a veia pulsante da testa de Wesley, nas cenas de ação. O departamento de efeitos especiais e visuais está mais do que de parabéns.
O Procurado está longe de ser classificado como “filmão”, em questões de roteiro e atuações (Angelina Jolie aparece com uma versão mais pesada da Sra. Smith, e Morgan Freeman não dá nenhum show). Mas pode ter certeza que os efeitos especiais não deixam nada a desejar.

sábado, 16 de agosto de 2008

Star Wars Jr.


Estreou hoje o mais novo episódio de George Lucas: Star Wars – Clone Wars (Guerras Clônicas). O longa metragem de animação se encaixa entre o Episódio II – Ataque dos Clones e o Episódio III – A Vingança dos Sith (ou, ao menos, foi o que a produção disse ao público).
Nesse novo episódio da série, Anakin Skywalker recebe uma “missão dupla”: resgatar o filho de Jabba, o Hutt, e, ao mesmo tempo, treinar sua nova Padawan, a jovem Ahsoka Tano. A galáxia sofre uma grande guerra civil, e é de extrema importância que Anakin e Ahsoka completem sua missão, para que Jabba, uma poderosa personalidade da galáxia, alie-se com a república. No entanto, não é apenas o lado da Luz que se interessa por tal aliado. O malvado Conde Dookan – acompanhado da sinistra Asajj Ventress – arma um plano para que Jabba fique do lado Negro da Força.
O desing dos personagens do filme não será novidade para quem costumava acompanhar os episódios de desenhos exibidos no Cartoon Network – a história, no entanto, é outra.
Diferente dos outros episódios da série, esse filme é dirigido por Dave Filoni; George Lucas atua apenas como produtor e é um dos roteiristas. Outra enorme diferença é que Clone Wars é um filme infantil, o que, de certo, não agradará os grandes fãs que acompanham a série desde o Episódio IV. Como o novo filme foi feito para as crianças, a história é bem “água com açúcar” e tem muito mais piadinhas do que o comum.
Entretanto, é difícil classificar Star Wars como um filme “infantil”. Apesar de Clone Wars ser inteiro de animação 3D (um fator que atrai muito as crianças) e ter uma trama mais leve, ainda há – como em todo Star Wars que se preze – discussões e disputas políticas. Não sei como uma criança entenderá que foi declarada a República, mas que outras pessoas querem um Império, e que, por isso, há inúmeras discussões no senado e guerras civis e, conseqüentemente, a Senadora Amidala precisa sempre negociar à favor da República, e os Jedis precisam lutar para manter a paz... Mas tudo bem. Tirando isso, as crianças gostam dos sabres de luz, das lutas e das piadinhas. Acho que George Lucas também percebeu que o público infantil não entenderia bem, porque, em Clone Wars, não há aquele típico letreiro amarelo no início do filme que explica a situação política e que vai desaparecendo no espaço – o que, na minha opinião, fez muita falta. O que é um filme de Star Wars sem o letreiro amarelo e a música do John Williams ao fundo?! Pelo menos, tem o “há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante...”.
Outro fator que deixa muito a desejar é que, apesar de Lucas ter dito que a nova história é uma transição do Episódio II para o Episódio III, Clone Wars definitivamente não termina na mesma situação que o Episódio III começa. Então, só me resta supor que, ou haverá mais um filme entre Clone Wars e o Episódio III, ou nada ficou bem explicado.
Nunca pensei que fosse dizer isso (e me dói dizer), mas não foi dessa vez, George Lucas.